"Não somos nós que vamos determinar se haverá greve"
Os servidores públicos municipais de Brusque entregaram esta semana uma nova proposta à Prefeitura na negociação coletiva 2017/2018, na qual resultou impasse quanto ao percentual de reajuste nos salários. Dos 9% iniciais, a categoria baixou o valor para 6,69%, equivalente ao INPC dos últimos 12 meses (4,69%), mais 2% de ganho real. A proposta foi deixada com o Executivo nesta quarta-feira (5).
Na manhã de hoje, quinta-feira (6), o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinseb), Orlando Soares Filho, acompanhado por Gerson Bueno, que integra a comissão de negociação do sindicato, esteve na Rádio Cidade para falar sobre a a situação atual da negociação.
Os dois explicaram que o percentual solicitado equivale ao referente ao piso salarial do magistério, definido pelo governo federal e que está na casa de 7,64%, mais os 2% de ganho real. Seria uma maneira de equiparar os reajustes de todos os servidores, pois a negociação abrange não apenas o da educação.
“Não havia como levar um número menor que o piso nacional do magistério, porque é uma luta de parar o achatamento do magistério e começar uma negociação”, disse Orlando.
Segundo ele, no ano passado conseguiu-se uma negociação com resultado de 11,36% de forma parcelada. Bem acima do que propôs o governo atual esta semana: 4,69%, também parcelado em duas vezes.
Estado de greve permanece
Segundo o presidente do Sinseb, foram definidas muitas ações a serem realizadas neste período, como a visita na Câmara Municipal esta semana, material gráfico e maior participação junto aos servidores para discutir as propostas.
Sobre a possibilidade de greve, isso é algo previsto na legislação. Entretanto, esta será uma medida tomada somente em caso de esgotarem todas as tratativas e possibilidades de negociação.
“As negociações emperraram quando a Prefeitura ofereceu 0%. Começamos a mobilização e hoje temos outro cenário. Não podemos partir para outro movimento quando está se negociando. Agora é momento de negociação. Esgotado e não havendo mais propostas, a assembleia é soberana. Não sou eu e nem o Orlando que vamos determinar se haverá greve”, disse Gerson Bueno.
Na próxima terça-feira (11), o presidente do Sinseb utilizará a tribuna duramente sessão na Câmara de Vereadores para tratar do assunto. Antes, um manifesto será realizado na Praça Sesquicentenário.